Como funciona
Como funciona
O processo é o mesmo para um quiosque de R$ 160 mil e para um frigorífico de R$ 3,5 milhões. O que muda é a profundidade da diligência.
- 01
Mandato
Setor, região, capital disponível e a retirada mensal que você precisa. Sem esse recorte, qualquer lista é ruído.
- 02
Seleção
Apenas as operações que cabem no mandato — com faturamento, lucro e o motivo real da venda abertos desde o primeiro contato.
- 03
Diligência
Visita à operação em funcionamento e conferência dos números na contabilidade, antes de qualquer proposta vinculante.
- 04
Transferência
Contrato, passagem do ponto e acompanhamento até a operação estar rodando nas suas mãos.
Comprar uma empresa em funcionamento não se parece com comprar um imóvel nem com abrir um negócio do zero. O que está à venda é uma operação viva — com equipe, fornecedores, clientes e histórico. As perguntas abaixo são as que mais aparecem antes da primeira visita.
Perguntas frequentes
O que perguntam antes de marcar a primeira visita
-
Quanto tempo leva uma negociação?
Da primeira conversa à transferência, normalmente de 60 a 120 dias. O que mais alonga não é o preço — é documentação desorganizada e contrato de locação que precisa de anuência do proprietário. Operações com contabilidade em dia fecham na ponta mais curta.
-
Como sei que os números são verdadeiros?
Não sabe, até conferir — e é exatamente por isso que a diligência existe. Os números publicados são declarados pelo vendedor. Antes de qualquer proposta vinculante, você tem acesso à contabilidade, ao movimento de caixa e às notas fiscais, com a gente acompanhando. Se o vendedor recusa essa etapa, a recomendação é sair.
-
O vendedor fica sabendo quem eu sou?
Só depois que você decide avançar. Na primeira etapa apresentamos o seu perfil — capital, setor de interesse, experiência — sem identificação. A identificação mútua acontece quando os dois lados querem marcar a visita.
-
Dá para comprar sem experiência no setor?
Dá, e acontece com frequência. O ponto de atenção não é o setor, é a dependência do dono: operação onde o proprietário é o cozinheiro, o comprador e o gerente não se transfere — se vende como emprego. Pergunte sempre quantas horas por semana o dono trabalha na operação.
-
E as dívidas da empresa?
Dependem da forma da compra. Na cessão de quotas, o comprador herda o passivo, inclusive o que ainda não apareceu. Na compra de ativos e ponto, não. A escolha entre as duas é a decisão mais cara da negociação, e ela se toma com advogado e contador — nós apontamos a questão, não a decidimos por você.
-
Os funcionários continuam?
Em geral sim, e costuma ser do interesse de quem compra. O que precisa estar claro antes é quem assume o passivo trabalhista acumulado até a data da transferência — isso entra no contrato, não no aperto de mão.
-
O que é o payback que aparece em cada operação?
É o valor pedido dividido pelo lucro líquido mensal declarado: quantos meses a operação levaria para devolver o que você pagou, mantido o resultado atual. Serve para comparar negócios de portes diferentes na mesma régua. Não é promessa de retorno — é uma conta que o vendedor precisa sustentar na diligência.